quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dor muscular tardia:

Todos já sentiram pelo menos uma vez na vida aquela dor desconfortável que surge após a prática de uma atividade física intensa, essa dor é causada porque, quando executamos um padrão de movimento ao qual nosso corpo não esta acostumado, é gerada uma tensão mecânica na musculatura esquelética que, causa distúrbios nas proteínas estruturais encontradas nas células musculares, além disso o excesso de cálcio no interior da célula dificulta a respiração da mesma, acumulando restos metabólicos tóxicos em seu interior, a principal causa da dor muscular tardia é a contração muscular excêntrica, ou seja, o problema no caso dos montanhistas esta em descer a montanha e não na subida.
Muitos dizem que o responsável pelas dores é o ácido lático, mas já foi comprovado cientificamente que o lactato não é o causador das dores musculares, tendo em vista que individuos com a síndrome de McArdle não produzem ácido lático e também apresentaram as dores.
Ela aparece oito horas após o exercício, aumentando de intensidade nas primeiras 24 horas e atingindo seu ápice entre 24 e 72 horas, entrando em declínio após esse período desaparecendo entre cinco e sete dias, os grupos musculares afetados ficam rígidos e sensíveis ao toque perdendo a capacidade de gerar força e amplitude de movimento.
Uma receita para amenizar as dores e acelerar um pouco a recuperação é praticar uma atividade leve nos dias que se seguem para que o grupo afetado receba nutrientes e oxigênio com maior qualidade, alongue-se e se hidrate muito bem, provavelmente não vá resolver mas ajuda, e o mais importante, sempre pratique seu esporte favorito pois estando bem condicionado a dor muscular tardia vai passar bem longe de você!!





domingo, 27 de dezembro de 2009

Confraternização Natalina

Mais um ano que se finda, e nada melhor que estar rodeados de pessoas queridas, ainda mais quando se trata de amigos de infância, e a família aumentou a nova geração tá vindo com tudo.
Ainda faltaram alguns, que viajaram ou não puderam vir por causa dos "niños", mas o importante é que mais uma vez pudemos passar o natal juntos e com saúde como fizemos muitas e muitas vezes.

Só posso desejar a todos os amigos um feliz Natal e um ano novo repleto de momentos como estes que passamos junto à galera!!!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Curitiba - Guaraqueçaba de bike


O ano de 2008 foi um dos melhores, pois fiz diversas peripécias que a muito tempo estava maquinando, dentre elas descer para Guaraqueçaba de bicicleta.
Nos últimos dias de dezembro eu e o Ewerson (geromo) resolvemos por em prática uma dessas idéias que surgem quando você esta geralmente tomando uma gelada e bem de boa jogando conversa fora.
Mesmo com o tempo cagado decidimos arriscar, queriamos descer pela graciosa inicialmente, mas devido às condições climáticas citadas acima fomos pela 277 mesmo.
Tinhamos planejado pedalar o máximo possível no primeiro dia e acampar em qualquer lugar na estrada, chegamos por volta das 11 horas em Antonina almoçamos e ficamos curtindo a cidade, reiniciando a pedalada mais ou menos 15 hrs.
Obs: Entramos em Antonina por opção nossa, pois caso não conheça o trajeto mas queira fazer a viagem o trevo de entrada para Guaraqueçaba fica a uns 3 Km antes da entrada da cidade!
Pedalamos mais 15 Km até o rio Cacatu onde tem uns quiosques e nos finais de semana a galera se reune para aproveitar o rio, como era meio da semana estava deserto, o que foi nossa sorte pois quando chegamos lá começou uma chuva forte então aguardamos um pouco para ver se a chuva parava, nada feito, compramos um lanche na lanchonete do local e ficamos conversando com o dono que nos ofertou um dos quiosques para que pudessemos pernoitar, com aquela chuva decidimos que seria melhor levantar acampamento ali no quiosque do que no meio do nada e da chuva.
Logo cedo fomos despertados pelo barulho das roçadeiras do pessoal que faz a manutenção do local, preparamo um café e saimos, do Cacatu até o inicio da estrada de terra dá em torno de 2 Km então logo entramos na parte boa do pedal.
A manhã estava nublada e o céu bem carregado mas estavamos achando bom, não deveria ser muito agradável fazer aquele trecho com o sol rachando o crânio a pedalada rendeu legal passamos entre fazendas de criação de búfalos e estavamos empolgados, até que chegamos na famigerada Serra Negra alí o bicho pegou, tem subida para todos os gostos, fraca, forte, longa curta o cardápio é o mais variado.
Vencidos os primeiros 45 Km de viagem, chegamos em Tagaçaba um vilarejo que fica mais ou menos na metade do caminho, almoçamos ali e fizemos uma pausa para descanso, reiniciando a pedalada por volta das 13:30 hrs mesma hora que a chuva chegou, aquela tarde prometia e pedalamos assim a tarde toda embaixo de uma chuva forte e contínua.
Essa foto mostrada acima foi a última antes do dilúvio e foi tirada na saída de Tagaçaba, alcançamos a entrada do salto Morato as 16 hrs mas devido ao nosso estado ensopado decidimos tocar direto, quando chegamos em Guaraqueçaba fomos em busca de uma pousada e quando encontramos tivemos que tomar um banho de mangueira e dar um banho nas bikes antes de entrar, secamos o que pudemos e nos preparamos para acordar cedo e pegar o barco das 6:00 hrs para Paranaguá tendo em vista que o Juliano havia nos ligado confirmando a viagem para o Cordon del Plata na Argentina mas essa já é uma outra história!

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Enferrujados 1ª cordada no Marumbi


Quando o Juliano me ligou na sexta confesso que senti um certo receio, mas por outro lado não podia perder a chance de fazer uma das mais clássicas vias do Marumbi, marcamos a saída para sábado bem cedo e lá fomos nós, eu e o Juliano ficamos de encontrar o Natan e o Otaviano na dona Isabel onde deixariamos os carros e seguiriamos rumo ao parque do Lineu, o dia estava perfeito e a caminhada seguiu regada a muitas histórias de montanha e assuntos dos mais diversos.
Chegamos na estação conversamos um pouco com a galera do parque e tocamos pra cima, estavamos animados e quase não pensava na via que me aguardava indiferente lá no alto, chegamos ao parque do Lineu então fiquei por um instante mudo e pensativo já que a enferrujados impõe respeito, conferimos os equipos e decidimos as duplas o Otaviano guiaria e eu daria seg, na segunda dupla o Natan guiaria e o Juliano seria o seg.

Otaviano iniciou a escalada, subiu com a mochila já que inicialmente nossa intenção era sair pelo cume, mas a hora avançada e o fato de estarmos em duas duplas foi minando essa nossa idéia,
além do mais ventava forte o que dificultou o trabalho com os estribos, quando o Otaviano deu o sinal iniciei a minha escalada com toda a concentração e passo a passo venci a parte negativa da parede.
Pensei comigo "bom agora não tem mais negativo tá beleza" quem derá isso fosse verdade
o trecho depois do negativo é uma espécie de platô quase vertical onde você tem que subir se entalando em uma fenda do lado direito com um visual do abismo no lado esquerdo e o jeito foi subir.


Pouco tempo depois de chegar à parada o Natan apareceu no platô de saída do negativo e para que não ficassemos em três na parada o que seria no minímo desconfortável o Otaviano rapelou ficamos eu e o Natan que dava seg pro Juliano esperando sua chegada para montar o rapel e descer já que a hora estava avançando rápido.
Com a chegada do Juliano na parada rapelei em seguida o Juliano e o último a rapelar foi o Natan já com pouca luz, então ficamos contemplando o por do sol! Guardamos os equipamentos já vendo a estação iluminada e iniciamos a descida.



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Travessia Camapuã - Itapiroca


Essa era uma das minhas metas para a temporada 2009, apesar de já ter feito acidentalmente a uns dez anos atrás essa tavessia em uma tentativa frustrada de alcançar o Ciririca por cima, queria completa-lá curtindo o visual já que na primeira vez o tempo fechou quando ainda estavamos no Tucum.
Partimos cedo de Curitiba eu, geromo (Ewerson) e o Patrick com a idéia de caminhar da bolinha até o Cerro Verde já que no final de semana anterior haviamos feito a trilha da fazenda do PP até o Cerro, estavamos na dúvida em como fariamos para buscar o carro na bolinha então temporariamente cancelamos a travessia e fariamos só a segunda perna deixando para fecha-la quando conseguissemos uma "equipe de apoio" para levar o carro da bolinha para o Dilson.
O dia estava muito bonito e animados começamos a caminhar por volta das oito horas, em pouco tempo alcançamos as rampas do Camapuã, batemos um rango rápido e continuamos a caminhada chegamos no Tucum onde descansamos um pouco e tomamos uma àgua antes da pirambeira que nos aguardava, sabiamos que a descida do Tucum rumo ao Cerro era casca grossa só não lembrava que era tanto.


Quando chegamos no cruzo do Cerro com o Itapiroca ainda tinhamos tempo e empolgados decidimos completar a travessia nem que chegassemos a meia noite na bolinha para buscar o carro, lembrei ainda que tinha esquecido o caderno para deixar no cume do Cerro que estava desprovido de livro de cume como haviamos constatado no final de semana anterior, só que agora era tarde e não podiamos chorar o "caderno" derramado.

Subimos o Itapiroca mandamos mais um sanduba com suco no cume e ficamos deitados curtindo o visual na área de acampamento pois o dia estava perfeito olhando toda aquela paisagem pensei comigo que o único lugar onde relmente me sinto bem é na montanha, mas como tudo que é bom dura pouco colocamos o pé na trilha de novo sentido fazenda PP a pernada ainda era longa até a bolinha.
Descemos rápido até a bica onde paramos para reabastecer os cantis, continuamos a pernada e já na praça do Caratuva encontramos um casal que havia bivacado no Caratuva descemos conversando até a pedra do grito onde os deixamos e apertamos o passo, passamos na fazenda e encontramos o Élcio que voltava de uma de suas travessias conversamos um pouco na estrada e ele apertou o passo para pegar o busão, seguimos tranquilos e o fim de tarde estava muito massa, quando chegamos na BR Élcio e sua amiga estavam esperando o ônibus depois de uma breve conversa seguimos para o posto Tio Doca para tentar uma carona até a entrada da estrada da bolinha depois de falar com varios caminhoneiros constatamos que seria impossivel a tão sonhada carona, seguimos andando e quando nos afastamos uns 500 metros do posto avistei o ônibus mesmo sem estar no ponto fiz sinal e o melhor foi que ele parou.
Seguimos os 4 Km de busão pagamos R$ 3,50 na passagem e chegamos no começo da estrada ao anoitecer, encontramos uma jararaquinha dormideira na estrada e ainda salvamos sua vida pois a mesma atravessava tranquilamente sem saber do perigo que se aproximava, acho que o motorista do carro quase morreu de susto ao ver três indivíduos no escuro pulando e balançando os braços no meio da estrada à noite, encontramos também a galera do CPM que voltava de uma caminhada até o Tucum.
Chegamos por volta das oito horas na bolinha então pedimos aquela skol gelada para comemorar o sucesso da travessia e apesar do cansaço já pensavamos em quando seria a próxima trip.

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