sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Escalada Esportiva é reconhecida pelo COI como esporte olimpico !!!!

O Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu formalmente nessa sexta-feira três novos esportes, que podem ser incluídos nos Jogos Olímpicos de 2020, ainda sem sede definida: críquete, escalada esportiva e corrida de lancha (power boating).

A cerimônia ocorreu durante a sessão da entidade, em Vancouver, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno.

"A sessão deu o reconhecimento definitivo às três federações. Para reconhecer esportes, o COI leva em conta sua universalidade, o número de participantes em todo o mundo e o equilíbrio na proporção de praticantes entre homens e mulheres", explicou o diretor de Comunicação do COI, Mark Adams.

Agora que foram reconhecidos oficialmente pela entidade máxima do esporte olímpico, os três esportes podem fazer uma oferta para serem incluídos no programa das Olimpíadas de 2020. A decisão sobre novas modalidades, assim como a sede dos Jogos de 2020, deve ser feita na sessão do COI que ocorrerá em Buenos Aires, em 2013.

Fonte: Correio Basiliense

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Caratuva com a galera!


Eu tinha marcado um Anhangava com a galera e tinha até convidado o Juliano, mas o mesmo havia me dito que levaria um pessoal do Couch Surfing para o Caratuva, mas quando ele soube que iria uma galera de 12 pessoas me pediu uma força, pois a galera apesar de viajar pra caramba não tinha muita experiência na serra então fui.
A galerinha é muito massa, pelo que entendi esse CS como eles mesmos chamam é uma comunidade onde você se cadastra e recebe viajantes de todos os lugares claro que com toda segurança, pois existe um sistema onde outros CSs dão referência do membro em questão, por exemplo, você pode só levar viajantes para passear em Curitiba ou região ou ainda oferecer abrigo durante a estadia na sua cidade, por outro lado sendo cadastrado, você pode acessar e pedir abrigo quando viajar para outros paises ou dentro do próprio Brasil mesmo, para se ter uma idéia entre a galera que foi tinha gente de Belém do Pará e EUA, todos hospedes de outros que também caminharam conosco, eu achei bem interessante porque quando se viaja para fora principalmente é importante quando se tem um apoio ainda mais se vier de um morador local, além do convívio e da galera que se conhece, curti muito a caminhada e espero que eles tambèm tenham curtido apesar do calor e das butucas!

Ócio criativo!!!

Sabe o que acontece quando um cara desempregado, um cara que tem flexibilidade de horário e um que trabalha só no período da manhã se reunem?
Eles vão escalar numa sexta à tarde, foi o que fizemos na última sexta eu, geromo e o Juliano, saimos as 16 hrs em direção ao Anhangava o tempo estava limpo e muito calor,ainda não sabiamos onde iriamos escalar, talvez para o campo das panelas ou capitais e só decidimos quando chegamos na pedra do almoço, capitais foi o destino, mandamos três vias bem legais em aderência sempre ao som do Manu Chao que o geromo estava curtindo de seu celular e de muitos trovões pras bandas de Curitiba, mas por sorte a chuva não foi para os lados do
Anhangava e quando rapelamos a última via já era noite, então guardamos os equipos e caminhamos de volta quando chegamos no estacionamento do Chiquinho encontramos dois caras meio perdidos, informamos onde era a entrada da trilha nos despedimos e eles subiram para dormir no cume.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Travessia Superagui-Ilha do Cardoso Parte 2


Comecei empolgado, já tinha planejado parar quando o sol apertasse, tinham me dito na vila que a casa da dona Rosa ficava a 12 km, passei mas não parei, tinham me dito também que o próximo morador ficava a 18 Km ou seja 6 Km à frente, pelo menos uma hora de caminhada de onde me encontrava, ja estava ficando sem água e a cargueira e o sol das 10:30 estavam me matando, derepente avistei uma casinha me aproximei e tinha uma mulher na frente, pedi uma sombra para um descanso ela me atendeu e me levou por uma trilha que levava a sua casa, onde se encontravam seu marido e suas fihas, os cumprimentei pedi àgua ele me mostrou o poço onde enchi o cantil,(água tinha um gosto que me lembrou caldo de cana)estiquei minha capa de mochila na sombra e fiquei bem de boa, segundo eles eu estava bem na metade do percurso e o morador dos 18 km é vô do Odair
eles foram muito hospitaleiros me ofereceram almoço mas eu não quis abusar, porém la pelas 15:30 quando o sol já não era tão intenso resolvi continuar a caminhada e aceitei tomar um café antes de prosseguir me despedi agradecendo muito e fui.
Improvisei minha toalha como turbante e segui, mais ou menos 40 minutos depois cheguei em um rio e vi que a maré já estava enchendo mas passei sossegado o problema seria mais na frente, pois segundo o Sr Rubens tinham muitas árvores caídas na praia e estava difícil passar sem contar os dois rios que com a maré também ficavam muito profundos.
Três horas depois de partir da casa do Odair cheguei ao fim da praia, durante 45 minutos caminhei por entre galhos e árvores caídas com o mar na altura da minha cintura em alguns momentos até mais profundo, fiquei de cara pois tinha visto fotos na net onde ainda existia uma praia mesmo com a maré alta, só que aquilo que ví era desanimador ainda mais depois de um dia inteiro de pernada, o mar esta batendo no barranco com toda força e por isso tantas galhadas na praia, depois do tempo mencionado acima cheguei ao rio e a visão era pior ainda, o rio tem uma água escura e estava revoltoso devido a maré cheia, subi o barranco pelas árvores caídas deixei minha mochila e comecei a varar mato para tentar achar um ponto onde pudesse atravessar, o problema é que o mato estava cheio das pequenas bromélias afiadas foi complicado, além das butucas e pernilongos que estavam famintos, consegui achar um ponto mais estreito, mas não dava pé, até passaria nadando mas e minha mochila pesada? voltei e fiquei pensando nas opções que tinha: Ficar sentado sendo devorado pelas butucas e esperar a maré baixar e ainda ter que atravessar o rio a noite, voltar os 45 minutos pelo meio das galhadas infernais e acampar na praia ou tentar limpar um espaço entre as bromélias espinhentas para acampar o que não era ecológicamente correto e nem muito animador tendo em vista que já estava anitecendo,
enquanto fazia a análise das opções escutei um barco passando sentido ararapira, subi em uma das árvores caídas e assobiei ele virou e veio em minha direção, perguntei se seria possível passar e ele disse que o próximo rio era mais fundo ainda
resultado acertei com ele e por R$20 ele me levou até ararapira onde peguei umas folhas de cataia e atravessamos para a ilha do Cardoso já em SP.

Como de costume comecei cedo os ultimos 18 Km de pernada até o Marujá o dia prometia ser mais tranquilo pois além de não ter rio algum para atravessar a pernada era mais curta que no dia anterior,
mas o calor não tinha nada com isso e não deu trégua (ouvi uma moradora dizendo que tinha dado 46° C durante o dia)caminhei até próximo ao costão então fiquei na dúvida de onde seria a entrada pra vila a única parte ruim de se caminhar em praias desertas é que não tem ninguém para te dar informação, escolhi uma das entradas e fui com fé, saí dentro do terreno de uma moradora, pedi água e perguntei onde ficava a entrada pro Marujá ela disse é aqui mesmo a trilha passa ali atrás e o "centrinho" fica a 1,5 km a frente.





Quando cheguei lá, fui direto falar com a Valdete uma senhora muito simpática dona do Restaurante Ilha do Cardoso (13-3852-1161) que me atendeu super bem, mesmo sabendo que eu não tinha verba, ou seja, em algum ponto dos meus calcúlos errei e cheguei sem dinheiro no Marujá, fiquei no camping e ajudei no que pude enquanto ela via seus contatos pra me descolar uma carona para Cananéia, ficou acertado que eu voltaria com o Sr Elias que faz entragas para ela de gelo e bebidas, troquei com ela o rango que tinha por uma refeição de verdade, mas o Sr Elias não voltou no mesmo dia e tive que passar mais uma noite no Marujá, no outro dia acordei cedo desmontei acompamento e fiquei no aguardo sem dinheiro sem comida, até que a dona Valdete me agilizou um café, derepente chegou um barqueiro trazendo turistas para a pousada que fica ao lado do restaurante Dona Valdete disse que o conhecia e agilizou uma "carona" por R$20 já que a travessia comercial custa R$50 e ainda deixou para receber em Cananéia depois que eu saquei a verba,só posso agradecer a todas essas pessoas que me ajudaram na hora que precisei, ao Odair ao Ricardo o barqueiro e principalmente a Dona Valdete que agora considero minha madrinha da ilha do Cardoso!! video

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Travessia Superagui - Ilha do Cardoso parte 1

Já fazia muito tempo que tinha vontade de fazer essa pernada, são quase 60Km por praias desertas, rios, e belas paisagens, o relato que vou iniciar agora foi o que escrevi no meu diário de viagem e pretendo passar informações importantes para quem quiser fazer essa trip:
Acordei as 7:40 da matina olhei para os alforjes jogados no chão do meu quarto estão ali desde o dia 25 de dezembro de 2009, fato causado pelas fortes chuvas que minaram minhas ideias de ir para Aparecida do Norte de bike, ideias mais modestas surgiram então, fazer a travessia de Superagui até Iguape em SP, planos estes que também caíram por terra quando na sexta passada minha bike me deixou na mão 5 km depois do pedágio.
Sabia que teria um ônibus para Paranaguá as 9 portanto, já estava atrasado e de magrela não daria mais tempo de chegar para pegar o barco que leva a superagui pois o mesmo parte as 14:30, desmontei os alforjes fiz a mochila e parti sem preocupação alguma e mesmo atrasado não esquentei, saí muito de boa, e não é que esse estado Zen deu resultado, cheguei em tempo de pegar o ônibus das 9 que saí 9:15 vai entender!!!?
Cheguei em Paranaguá as 11:00 e o calor estava insuportável, o que me deixou preocupado já que no dia seguinte teria que andar os 35 Km da praia deserta em Superagui.
Os barcos que fazem esta travessia saem as segundas, quartas e sextas as 14:00 e custa R$20,00, sempre é o Megatron do Cesar ou o Salmo 122 do Jacob, a viagem até Superagui é bem bonita, o barco deixa Paranaguá passando ao lado de grandes navios e contornando a Ilha do Mel
mostrando um lado desconhecido dos turistas pois fica dentro da área de reserva onde é probida a entrada, durante o percurso é possivel também ver o forte e o farol da Ilha de ângulo diferente e botos que nadam próximos ao barco.
Conheci no barco o Claucio, ele faz a travessia a remo entre a ilha das peças e Superagui basta ligar no seu celular (41-9237-0296)que ele faz o resgate do pessoal que preferiu conhecer a Ilha das peças antes, se o mar estiver calmo para a seg da travessia segundo ele sua família também é dona do camping Michaud, porém não foi nesse que eu fiquei devido a desacordos financeiros.









Me instalei no camping Aventura(41-3482-7134), o Sr Rubens me fez a R$10,00 com café da manhã talves por ser dia de semana e ainda me passou altas dicas para a pernada que se avisinhava; Depois de erguer acampamento fui até a vila para conhece-la e tomar uma dose da famosa cataia, uma folha de uma árvore típica da ponta da ararapira que é curtida na cachaça tranformando-a no "Whisky" caiçara, e é boa mesmo a marvada!!






Continua...